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Diferenças entre as TVs LCD, Plasma e de LED

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    Para esclarecer as principais dúvidas de quem deseja comprar um televisor novo para a sua casa, fiz este apanhado de informações que o ajudarão na escolha. Veja um pouco da história, as diferenças, prós e contras de cada tecnologia e saiba qual melhor se encaixa em seu perfil, orçamento e no espaço da sua sala.

    Matéria

    História do LCD

    As telas de LCD não são novidades, foram inventadas na década de 60, mas só ganharam mercado à partir da década de 80, quando começaram a ser usadas em notebooks. Era uma tecnologia difícil de ser manipulada e com grandes perdas nos processos de produção. No final dos anos 90 a IBM conseguiu desenvolver um método para a fabricação que reduz as perdas à níveis mais aceitáveis, barateando o custo e que é mantido até hoje. Enquanto que nos anos 80 as perdas pudessem chegar a 90%, pois quanto maior a tela maior era a perda devido a grande quantidade de pixel mortos, nos dias atuais as perdas não ultrapassam 30% e a quantidade de pixel mortos não fica acima de 20%. O que é aceitável desde que estes pixels não estejam muito próximos para serem percebidos pelo usuário. Essas perdas deixam o produto final para o cliente mais caro, em vista que produtos rejeitados nas vistorias de qualidade não podem ser recuperados, somente servem para reciclagem. Feita de cristal líquido, sua imagem depende da corrente elétrica que é aplicada e que faz com que varie entre uma imagem translúcida ou mais opaca. Possue uma lâmpada instalada atrás da tela que emite luz branca sobre três células que são lacradas, cheias desse material e que correspondem cada uma às cores primárias (verde, vermelha e azul).

    Vantagens:

    • Não produzem reflexo em ambientes claros mantendo a imagem visível.
    • Ideais para exibição de imagem sem muito movimento, como a dos computadores.
    • Podem ser encontradas em modelos menores se comparadas as TVs de Plasma.
    • Consumo de energia mais baixo se comparadas as TVs de Plasma.

    Desvantagens:

    • Não são boas para exibição de imagens em movimentação intensa como a de filmes de ação e jogos de vídeo games.
    • São mais caras se comparadas as TVs de Plasma.
    • A imagem começa a perder definição dependendo do ângulo de visão do usuário. Em algumas a queda de definição pode ser percebida com apenas 10 graus de inclinação do ângulo de visão do usuário em relação a frente da tela.

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    História do Plasma

    Como uma alternativa ao LCD e com o intuito de substituir as telas de CRT, que são as telas como daquela TV que tinha na sua casa em que você assistia Alf o ETeimoso, Super Vicky e o desenho Nossa Turma quando você era criança, foram criadas na década de 80 as telas de Plasma. Os problemas das telas de Plasma também estão no alto custo de produção, principalmente pelo maquinário usado na sua confecção. As perdas ultrapassam 10% durante a fabricação. Para o cliente final o problema é o consumo de energia que é bem maior do que em uma TV de LCD e também o reflexo que é gerado na tela pela necessidade da colocação de uma segunda camada de vidro frontal para proteger o painel frágil do Plasma. Um problema que ocorria nas TVs de CRT e que ficou acentuado nas TVs de plasma é o efeito Burn-in que causa a queima a tela deixando uma marca quando estas mostram por muito tempo uma imagem fixa. Isso pode acontecer por exemplo, em exibições de eventos esportivos como os jogos de futebol que apresentam no canto da tela um placar durante todo o jogo ou em jogos de video games que possuem menus que permanecem sem modificações no vídeo. O pior ocorre quando o usuário prefere usar o tamanho de exibição 4:3 das TVs convencionais ao invés do padrão Widescreen 16:9 o que faz com que a TV mostre o tempo todo uma faixa preta do lado esquerdo e outra do lado direito. O Burn-in foi muito atenuado e em algumas TVs e tem fabricante que diz que não existem mais esses problemas em seus modelos, mas não custa ser cuidadoso, pois a própria gerente de produtos da LG - Fernanda Summa - afirma que é possível amenizar e não eliminar por completo. Voltanto ao que tange a produção do Plasma, perceba que só podemos ver nas lojas TVs desse tipo com grandes polegadas. Isso ocorre pois é inviável, técnica e comercialmente, produzir telas assim em tamanhos menores. TVs desse tipo operam com células cheias de gás xenônio que sofrem descargas elétricas e se transformam em plasma. Em cada ponto da tela há três células cobertas por fósforos com as cores básicas. Ao sofrerem as descargas elétricas fazem com que liberem fótons que se colidem com a camada de fósforo na frente das células fazendo com que brilhem. O conjunto dessas células formam a imagem.

    Vantagens:

    • Qualidade de imagem superior se comparada as telas de LCD.
    • Ótimas para ambientes escuros
    • Ideais para a exibição de imagens com movimentação intença pois possuem o recurso de "resolução dinâmica".
    • São mais baratas se comparadas as TVs de LCD.
    • São mais indicadas para ambientes amplos.

    Desvantagens:

    • Só são produzidas em grandes tamanhos.
    • Podem sofrer com o Burn-in em imagens que permanecem estáticas por muito tempo.
    • Tem alto consumo de energia se comparado ao LCD.
    • Geram reflexo quando colocadas em frente a janelas ou entradas de luz.
    • Seu potencial só pode ser aproveitado quando o sinal é digital, como as transmissões da Sky e DirecTV. Com sinais analógicos como os das transmissões locais no Brasil a imagem pode ficar pior que a de uma TV de CRT. A TV de plasma é moldada para exibir na tela o que tem de melhor somente quando o sinal é digital.
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    História das TVs de LED

    As TVs de LED são de uma tecnologia muito recente. Sugiram em meados de 2005 praticamente como uma evolução dos televisores de LCD. Funcionam com um conjuto de leds (Diodos emissores de luz) com as cores primárias (vermelho, azul e verde) e como nas TVs de LCD é feito um trabalho de filtragem de luz do cristal líquido só que de forma muito mais eficiente conseguindo cores mais puras e imagens mais nítidas. Nesse tipo de tela não ocorrem perda de brilho ou alteração de cor, a luz é exatamente igual durante todo o tempo independentemente de um ambiente claro ou escuro.

    Vantagens:

    • Tem contraste melhor, exibição mais brilhante e cores mais vivas se comparadas aos outros modelos.
    • Podem ser fabricadas em modelos mais finos podendo ter 3cm de espessura.
    • Ecológicamente correta, pois não possuem mercúrio em suas lâmpadas e não utilizam chumbo para a fixação de seus componentes.
    • Possuem nível de consumo de energia 40% mais baixo que as TVs de LCD de mesmo tamanho.
    • Nos demais quesitos, se comparado aos demais modelos de telas, são superiores em tudo.

    Desvantagens:

    • Possui o custo mais alto se comparado ao Plasma e ao LCD.

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    Novas tecnologias

    OLED: A tecnologia OLED (organic light emitting diode, ou diodo emissor de luz orgânico, numa tradução literal) utiliza Leds que têm uma camada de material orgânico (qualquer componente baseado em carbono, como os plásticos, por exemplo) em sua camada eletroluminiscente, o que permite a geração das imagens sem a necessidade de uma "camada" de pixels de LCD. De quebra, também eliminam a necessidade de um sistema de backlight (nome dado ao diodo emissor de luz dos LCDs), o que permite que tenha um perfil reduzido até mesmo em relação aos televisores Led. Novata do mercado de televisores de alta definição, "começou sua carreira" em telefones celulares e outros dispositivos de mão.

    AMOLED: Variação das telas OLED com matriz ativa. Suas imagens são geradas a partir de uma camada TFT (thin-film transistor, ou transistor de filme fino), o que permite menor tempo de resposta e qualidade de imagem em relação às OLED. Também nascida para equipar dispositivos de mão, é uma iniciante no mercado de televisores. As telas Amoled podem ser flexíveis.


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    Diferença entre HD Ready e Full HD

    A diferença é basicamnte o número de linhas de resolução. Quanto maior o número melhor a qualidade da imagem que o aparelho poderá exibir. Os televisores HD Ready possuem resolução de 768 linhas enquanto que as Full HD são muito superiores, com 1080 linhas. Mas veja bem, não adianta ter em casa uma TV HD Ready ligada a um aparelho de DVD, decidir comprar uma TV Full HD, ligá-la ao mesmo aparelho de DVD e depois esperar conseguir ver melhoras na exibição de seus filmes. Isso não irá acontecer. Para aproveitar toda a qualidade de imagem que uma TV Full HD pode oferecer, você precisará conectar a ele equipamentos que consigam usufruir desse potencial. Ou seja, em TVs HD Ready bastam um DVD normal ou seus canais locais de TV, enquanto que para aproveitar bem uma TV Full HD você precisaria de um aparelho de Blu-Ray com mídia Blu-Ray conectado a TV com um cabo HDMI ou sinal digital para assistir os seu canais de TV com qualidade máxima. Em qualquer dos casos para as recepções de DTV, que é o sinal digital brasileiro, é necessário utilizar um decodificador Set Top Box externo, a menos é claro, que já venha embutido de fábrica no aparelho. O Set Top Box é o responsável pela conversão do sinal digital para a sua TV. A tecnologia Full HD já está sendo ultrapassada, já se fala em Quad Full HD que como o próprio nome induz a pensar é uma TV com resolução quatro vezes maior que uma Full HD normal. Também está em desenvolvimento as TVs Ultra High Definition Video que superarão as Quad Full HD conseguindo alcançar 7680 X 4320 pixels de resolução.


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    Na hora da compra

    O preço é importante, mas como isso varia de marca, funções, recursos do equipamento e o que tem no bolso de cada um também importa muito, não enveredarei por este campo. Na hora da compra você pode começar lembrando dos eletrônicos que tem em casa e que podem ser conectados ao seu aparelho ou pensar naqueles que você ainda vai comprar. Entre as conexões mais importantes estão as entradas AV-in (compatível com equipamentos mais antigos, como um VHS, por exemplo); S-Vídeo (alguns modelos de DVD ainda utilizam essa entrada), Vídeo-composto e Video-componente (para videogames, como o Nintendo Wii), e HDMI. Essa última pode ser considerada a mais importante: unifica som e vídeo em um único cabo, com qualidade digital e alta resolução. Quanto mais conexões e mais variedades delas melhor.

    Quanto a imagem:

    Sobre os aspectos da imagem na hora da compra, tente observar os tons de pele. Estes devem se aproximar o máximo do real possível, se não possuírem um aspecto natural considere outro televisor. As cores devem estar bem definidas e separadas para proporcionar sensação de profundidade na imagem e deve haver nitidez nos contornos do que é exibido. Leve um DVD que você conheça a qualidade de imagem, peça para o assistir na TV que espera comprar e faça as comparações.

    Quanto ao som:

    No caso da qualidade sonora, você terá que colocar em prática o seu ouvido de músico frustrado, ouvir a relação entre tons graves e agudos emitidos e notar como são as diferenças entre eles. Televisores que possuem opções para adicionar efeitos ao áudio como ativação de surround e reforço de graves auxiliam melhor a reprodução e podem até se aproximar da qualidade de um equipamento de Home Theater.

    Quanto a instalação:

    Evite inserir a TV dentro de móveis fechados e que impeçam a dissipação do calor gerado pelo equipamento. A recomendação vale principalmente para telas de plasma, que tendem a esquentar com mais intensidade do que as de LCD. A TV também deve ficar a altura dos olhos do usuário.

    Quanto ao tamanho:

    Todo mundo gosta de um televisor gigante, mas nem sempre isso é o melhor para a sua sala. Não se esqueça de imaginar a TV já instalada na sua casa.


    Observe a altura, largura e profundidade do espaço que ela irá ocupar. O tamanho da tela de um televisor é medida em diagonal e considerada em polegadas. Veja um exemplo:

    1 polegada = 2,54 cm
    22 polegadas = 22 x 2,54 cm = 55,88 cm
    Diagonal = 55,88 cm

    Depois de obter o tamanho em centímetros multiplique o valor por 3 para saber a distância mínima que você deve manter ao se sentar em frente ao televisor. Ou seja, para uma TV de 22 polegadas a distância seria 167,64 cm.

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    Quanto a limpeza:

    Ver marcas de dedos na tela do seu televisor é comum e pelo menos para mim, é algo que incomoda demais. Para limpar a tela não utilize nenhum produto químico, principalmente em telas de LCD. Basta usar um chumaço de algodão levemente umidecido em água. Se for preciso utilize outro algodão seco para retirar qualquer umidade da tela. Existem kits para isso também, mas o algodãozinho dá conta.

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    Com isso eu espero que se você tinha dúvidas sobre qual aparelho adiquirir que elas tenham pelos menos diminuído. Veja abaixo as fontes utilizadas para a elaboração desta matéria.

    http://www.htforum.com/vb/showthread.php?t=82491
    http://www.oragoo.net/o-que-e-o-efeito-burn-in/
    http://www.htforum.com/vb/showthread.php?t=55993
    http://www.comprafacil.blog.br/plasma-lcd-ou-led/
    http://tecnologia.uol.com.br/ultnot/2009/09/14/ult6035u27.jhtm
    http://tecnologia.uol.com.br/dicas/ultnot/2008/02/28/ult2665u256.jhtm
    http://eletronicos.hsw.uol.com.br/guia-para-compra-de-tv1.htm
    http://www.casosdecasa.com.br/index.php/2009/07/o-tamanho-ideal-de-tv-para-sua-sala/
    http://guia.mercadolivre.com.br/diferenca-full-hd-ready-55912-VGP
    http://www.baixaki.com.br/info/2462-o-full-hd-ja-esta-ficando-ultrapassado-confira-a-nova-tecnologia-em-resolucao-de-televisores.htm

    Veja também a evolução das impressoras, das matriciais às tridimensionais.

    Nilton (LOMEUTEC)
    É formado como técnico em informática com ênfase em análise de sistemas e programação comercial. No entanto gosta mesmo é de fazer publicações para o blog lomeutec.com onde compartilha grande parte do pouco conhecimento autodidata que adquire através de experiências, estudos diários e até mesmo de tudo aquilo que descobre enquanto navega despreocupadamente pela internet em seus momentos de ócio. Aqui no LTI acumula funções de publicador, moderador, editor, administrador e o que mais for possível e necessário.
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