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Ongs suspeitam de quebra de privacidade no Skype

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    Skype é uma plataforma de comunicação utilizada por mais de 600 milhões de pessoas no mundo. Entre esses usuários estão ativistas que operam em países governados por regimes autoritários, jornalistas com fontes sensíveis e pessoas que acreditam que essa é uma forma de comunicação confiável para conversar em particular com familiares, amigos ou colegas de trabalho. As suspeitas de que o Skype estaria criando registros de algumas conversas surgiu em 2011, após a aquisição da empresa pela Microsoft.

    Uma carta aberta enviada por grupos como Electronic Frontier Foundation, Reporters Without Borders e GreatFire.org, ao presidente da divisão Skype, Tony Bates, ao diretor de privacidade, Brendon Lynch, e ao conselheiro da empresa, Brad Smith., pede mais transparência sobre o modo de operação do programa, além de solicitar relatórios frequentes e atualizados detalhando a requisição de dados de usuários por parte de terceiros. Pedem também esclarecimentos sobre as políticas de privacidade atualmente consideradas confusas.

    Há grande preocupação em saber se os governos podem ter acesso as informações enviadas através da plataforma. Principalmente transmissões feitas por ativistas em países com regimes opressores.

    Antes de ser comprada pela Microsoft, responsáveis pelo Skype diziam que a arquitetura do programa e o método de criptografia utilizado nas ligações tornava impossível realizar escutas. A partir de 2011, após uma transação de U$8,5 Bilhões, muitas mudanças foram feitas na plataforma de comunicação e chamaram atenção de Hackers que perceberam que essas alterações tornariam mais fácil a interceptação e grampo de conversas de quem utiliza o programa.

    Suspeita-se de que a versão chinesa do Skype chamada de TOM-Skype, possua recursos capazes de filtrar palavras consideradas inadequadas e forneceria dados de conversas de usuários ao governo daquele país.

    techcrunch.com