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Falar sobre mim mesmo pode soar meio narcisista. Afinal de contas quem fala mal de si próprio?

Então para ajudar você entender a criatura que sou, vou falar de coisas que me agradam ou não. É certo que possa se conhecer muito de uma pessoa sabendo-se de seus gostos e preferências.

Talvez eu fale nesse perfil que não gosto de algo que você adora. E se você é do tipo que se magoa fácil e se sente diretamente ofendido quando alguém diz que acha aquela sua banda preferida uma porcaria, já vou logo avisando que você está fazendo a leitura errada. Não me preocupo mais em agradar a todos, já passei da adolescência a muito tempo.

Também não vou entrar em detalhes de como foi que resolvi criar o LTI. Isso seria mais do mesmo, dizendo coisas que vários blogueiros por aí já contaram. Apenas vou dizer que o motivo que me fez criá-lo, não é mais o mesmo que me faz mantê-lo.

O que posso dizer sobre mim é que apesar de ser um sujeito da informática, que estudou na área e que desde de criança sabia que era algo nesse caminho que queria trilhar, tem algumas coisas das quais não consigo participar.

Um bom exemplo são as redes sociais na internet. Ou em qualquer lugar. Não consigo me envolver com elas, realmente não tenho muita paciência para gifs purpurinados e pseudo-filósofos. As redes sociais para mim são a versão moderna das ruas onde se viam casas com janelas nas quais recostavam-se as velhas desocupadas em busca de saber mais da vida alheia.

MSN? Também não uso. Tem sempre alguém que não tem nada para dizer, mas quer conversar mesmo se seu status estiver ocupado. Eu até tento desbloquear e ficar on-line de vez em quando, mas me dá arrepios quando alguém entra e começa a mandar mensagens que têm mais emoticons do que palavras. Meu tempo é precioso, não gosto de desperdiçá-lo e se eu gostasse de decifrar mensagens teria me formado em outra área, talvez me tornado um tradutor de hieróglifos.

Vejo os meios de comunicação que a informática oferece de uma maneira prática, já usei muito MSN, já mandei muito Power Point com musiquinha pelo e-mail, já deixei muito scrap no Orkut, mas agora que cresci não me sinto mais atraído por essas coisas. Mas convenhamos, não posso só falar mal do MSN e das redes sociais, conquistei minha esposa através desses meios. De outra maneira não seria possível achar alguém devido ao meu nível de "nerdice" e desenvoltura social.

Hoje se eu uso o computador, a internet ou as ferramentas que ela me oferece, sinto que deve me trazer não só um divertimento ou distração momentânea, mas também algo que perdure como o conhecimento.

Conforme o tempo passa, sinto que o tempo passa mais rápido. Se você acha que essa frase não parece ter sentido, lembre-se de quando era criança e o dias pareciam mais longos. Com a idade vem as responsabilidades e em ordem inversamente proporcional diminui o nosso tempo para cumprí-las. Talvez com isso você consiga entender a minha repulsa pelo tempo desperdiçado e pela não praticidade das coisas.

Digo também que detesto gente quem não sabe definir a linha onde termina o seu direito e começa o direito da outra pessoa. Um exemplo? Funkeiro sem fones de ouvido ou com déficit de audição.

E antes que alguém oportunista querendo ganhar dinheiro fácil se fazendo de bonzinho e me processando por algum tipo de discriminação contra funkeiros ou deficientes auditivos politicamente correto comece a pensar que estou sendo discriminatório e/ou preconceituoso, deixe-me explicar que não estou generalizando, estou usando de um recurso da nossa língua. O sarcasmo.

Um funkeiro incomoda muita gente, mas um funkeiro com déficit de audição incomoda muito mais. O infeliz coloca o som auto para que ele e todo mundo em um raio de 5km ouça também. Estou falando de funkeiro porque esse comportamento é frequentemente hábito de quem gosta desse tipo de ruído, mas vale para qualquer tipo de gosto musical. Se é que funk é música. Para mim está mais para toque tribal. Mas tem gente que gosta e temos que respeitá-los, mas por favor use um fone e respeite também o fato de eu não gostar e não querer ouvir com você.

É claro que eu não estou dizendo que todo Funkeiro é assim. (Recado para os desprovidos de senso crítico e incapazes de interpretar textos politicamente corretos de plantão.)

Isso também envolve qualquer manifestação que obrigue você a participar dela contra a sua vontade. Outro exemplo? Igrejas e religiosos que acham que Jesus é surdo, obrigando você a participar do culto mesmo estando a duas ruas de distância.

Outra coisa que me me tira do sério são pessoas com analfabetismo funcional, trolls (adolescentes desocupados e de cabeça oca) e afins. E essa raça tem aos montes na internet. Vejo quase que diariamente um espécime desses comentando aqui no blog. Infelizmente não é uma raça em extinção, que se prolifera pela falta de educação e sentimento de proteção do semi-anonimato que o computador oferece.

Não gosto de um monte de coisas, mas até agora só falei disso e se você leu até aqui já deve estar achando que estou comendo minha papinha de ameixa e usando uma frauda geriátrica. Então vou falar de algo que gosto para não parecer tão velho ranzinza.

Eu gosto de animais. Preferêncialmente gatos. Gosto mais deles dos que cães, mas gosto de cães também. Gosto de música com uma boa melodia e letra, não importando muito o seu gênero, mas tenho preferência por Rock, MPB, Blues e Bossa Nova, não me limitando a isso. Gosto de artes marciais e já pratiquei algumas. Hoje não mais. Gosto de filmes, games e de aprender também. E quem não gosta?

Gosto de várias outras coisas, mas falando mais genericamente sobre elas, posso dizer que, além de praticidade como você já deve ter notado, gosto também de coerência e lógica. Sim, eu prefiro o caminho da racionalidade, e se não existe uma resposta para determinado assunto, continuo buscando por explicações nesse sentido.

Já falei bastante sobre mim e mesmo assim ninguém será capaz de me conhecer lendo apenas esse texto. Sou muito complicado e cheio de defeitos como qualquer um, mas também tenho minhas qualidades. Talvez outra pessoa que me conheça possa dizer quais são. Ou não. E a essa altura já estou começando a achar que já escrevi demais nesse perfil e que estou perdendo meu tempo, por isso vou parar por aqui.

Abraços aos que leram e aos que visitam o LTI.


Atenciosamente,

Nilton de O. Lomeu Jr.

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